Cada prancha de surf é o resultado de uma combinação de materiais, técnica e propósito. O tipo de bloco, a resina e o acabamento influenciam diretamente na flutuação, peso, flexibilidade, durabilidade e até na estética da prancha. Para quem está evoluindo no surf, entender esses fatores ajuda a fazer escolhas mais conscientes e alinhadas com seu nível e estilo de surf.
Blocos
O bloco é o “coração” da prancha. É a partir dele que o shape ganha vida.
PU (Poliuretano)
O poliuretano (PU) é um dos materiais mais importantes da história do surf moderno. Foi a partir dele que as pranchas deixaram de ser rígidas e pesadas e passaram a ter flex, sensibilidade e resposta, permitindo a evolução do surf como conhecemos hoje.
A densidade do PU cria uma prancha que se mantém mais conectada à água, com uma sensação sólida sob os pés e um flex progressivo que acontece de forma natural ao longo da linha da prancha. Essa característica faz com que muitos surfistas descrevam o PU como tendo um feeling mais orgânico, onde a prancha trabalha junto com a onda, sem excessos.
Por isso, o PU continua sendo amplamente, especialmente por quem valoriza controle e uma resposta consistente em manobras fortes. É um material atemporal, testado por décadas de surf em todos os tipos de mar, e que segue sendo sinônimo de confiança dentro d’água.
EPS (Poliestireno Expandido)
O EPS (poliestireno expandido) é um material amplamente utilizado na construção de pranchas de surf modernas, principalmente por sua leveza e alta capacidade de flutuação. Sua estrutura é formada por microesferas de poliestireno expandidas, o que resulta em um núcleo com grande volume de ar e menor densidade quando comparado ao PU.
Essa característica faz com que pranchas em EPS fiquem mais altas na água e com uma resposta mais imediata à pressão do surfista, oferecendo uma sensação de prancha mais solta e ágil, especialmente perceptível em ondas pequenas e médias.